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Casos de HIV/AIDS caem 39% mundialmente nos últimos 13 anos, aponta infectologista em evento do Fórum LGBTI+

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Por outro lado, em 2023, somou-se 1,3 milhão de pessoas infectadas, número três vezes maior do que o projetado para o ano pela ONU

São Paulo – Durante o evento ‘HIV/AIDS: Conhecendo os direitos das pessoas e celebrando os avanços da medicina’, organizado pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, na última sexta-feira (29), em parceria com a AHF Brasil e Adyen Pride Latam, grupo patrocinador do evento, em São Paulo, Rico Vasconcelos, médico infectologista e pesquisador FMUSP, compartilhou que, entre 2010 e 2023, houve uma queda de 39% dos casos de HIV/AIDS ao redor do mundo. Entretando, a América Latina apresentou aumento de 9% em novos casos no mesmo período.

Em 2023, foram mais de 1,3 milhão de infecções, número três vezes maior do que foi projetado para o ano pela Organização das Nações Unidas (ONU), que tem como compromisso acabar com a epidemia de HIV até 2030. Já São Paulo apresenta bons resultados: a cidade registrou queda de 55% nos casos entre 2018 e 2024, e de 74% na região central, de acordo com o infectologista.

Além de Rico, o evento contou com a participação de especialistas e autoridades no tema, incluindo Ariadne Ribeiro, Oficial de Igualdade e Direitos UNAIDS; Beto de Jesus, Country Manager da AHF Brasil; e Reinaldo Bugarelli, secretário executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. Executivos que apresentaram e discutiram temas que englobam o papel da comunidade LGBTI+ e grupos de afinidade, a necessidade da criação de programas de diversidade, tipos de tratamentos, métodos contraceptivos e os principais problemas de acesso, garantia de direitos, e o papel e compromisso assumidos pela sociedade e pelos indivíduos por essa luta.

O encontro, organizado para celebrar o ‘Dia de Conscientização sobre HIV/AIDS’, que acontece no dia 1 de dezembro, também teve o objetivo de promover os direitos dos profissionais que vivem com HIV/AIDS e discutir como as empresas podem garantir um ambiente de trabalho inclusivo, além de celebrar os avanços da medicina com tratamentos modernos que transformam a vida das pessoas infectadas, reafirmar que o vírus é um problema de saúde pública, e incentivar a mudança para construir um futuro mais justo.

Para Ariadne Ribeiro, Oficial de Igualdade e Direitos UNAIDS, que iniciou as apresentações, a diversidade deve fazer parte do diálogo de todos da sociedade. “Que possamos falar das diferenças sem estigmas, que mais pessoas diversas ocupem espaços dentro das empresas, para perspectivas mais amplas e abrangentes. É necessário ter a diversidade como parte integrante da nossa vida”, afirma.

Beto de Jesus, Country Manager da AHF Brasil, liderou o painel ‘LGBTQIA+ e HIV: por que uma questão nossa?’, e reforçou a importância do diálogo e tratamento. “Se não discutirmos sobre o HIV, quem se fortalece é o vírus. Muitas pessoas fazem a primeira testagem já com AIDS avançada por conta do estigma, e sabemos que, quanto mais rápido o tratamento é iniciado, melhor é a resposta, já que isso faz com que a pessoa não transmita o vírus”, compartilha.

Outro ponto trazido pelo porta-voz foi em relação aos problemas de acesso, principalmente para a população em situação de vulnerabilidade social. “Temos remédio gratuito distribuído pelo SUS, mas o problema ainda é o estigma. Essa discussão tem que ser feita em ambientes corporativos, para que os funcionários tenham a liberdade para fazer seus tratamentos sem julgamento, sem rótulos e sem tabu. Isso é a garantia do espaço com diversidade, com criação de políticas e apoio a todas as causas e lutas para todas as pessoas independente de sua classe social”, completa.

O evento ainda organizou uma roda de conversa entre Rico Vasconcelos e Reinaldo Bugarelli, mediado por Beatriz Pena, analista de risco da Adyen. Durante o debate, Rico abordou que a ciência e tecnologia ajudaram muito as pessoas diagnosticadas, mas que outros desafios como racismo, homofobia e desigualdade social também prejudicam a disseminação do vírus mesmo que indiretamente. “Se não olharmos para essas questões de direitos e igualdade social, não acabamos com a epidemia. Essas são as maiores dificuldades em acessar e fazer uma prevenção real e ativa”, alerta.

Também foram discutidas outras questões relevantes envolvendo como garantir os direitos dessas pessoas, a meta para 2025 de ter o cadastro de trabalhadores com identificação sobre orientação sexual e identidade de gênero para o melhor controle e incentivo, e como ampliar os métodos de prevenção.

O compromisso para a sociedade e para os indivíduos é considerar a diversidade, desenvolver medidas de inclusão, já que a discriminação é responsável por crimes de ódio e impossibilidade de perspectiva e de soluções que ajudem a humanizar as pessoas infectadas. O compromisso com a inclusão nos ajuda a construir uma história de cuidado com o próximo e na criação de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

 

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